MESOPOTÂMIA
A Antiguidade Oriental é um assunto que pouco cai, por isso vamos nos concentrar apenas no essencial desse assunto. Começaremos falando da Mesopotâmia, a qual foi formada por cinco povos, os quais existiram em ordem cronológica. Esses povos viveram na região conhecida como crescente fértil, localizada entre os rios Tigres e Eufrates, daí o nome Mesopotâmia ("terra entre rios").
Os primeiros povos importantes a se comentar são os sumérios, considerada a civilização mais antiga do vale fértil. Uma característica fundamental dessa civilização é a invenção da escrita cuneiforme, em forma de cunha, que não possuía símbolos fonéticos, mas era composta de ideogramas. Essa escrita serviu de base cultural para todos os povos mesopotâmicos.
Os acádios depois estabeleceram sua hegemonia e subjugaram os sumérios. Esse povo tem características muito próximas aos sumérios. Um ponto importante a se destacar é a organização dos sumérios e acádios em cidades-estados, cidades com autonomia política, econômica e militar, mas que possuíam a mesma base cultural das cidades vizinhas, fato este que permite que coloquemos essas cidades numa mesma civilização.
Com os amoritas surge o Primeiro Império Babilônico. Estão entre os povos invasores que derrubaram os acádios, sendo provenientes do deserto arábico, ao sul. A cidade de Babilônia se tornou um dos maiores centros urbanos da Antiguidade, onde se ergueram monumentos arquitetônicos impressionantes como os famosos zigurates (a Torre de Babel, descrito na Bíblia, é um bom exemplo dessas construções). Aqui se organizou o primeiro código de leis escritas de que se tem notícia, leis foram escritas a partir de um código central. Hamurábi, rei da Babilônia, organizou o Código de Hamurábi, o qual apresenta numerosas penas para delitos de qualquer porte baseadas na Lei de Talião, a qual pregava o princípio do "olho por olho, dente por dente". É importante saber que a pena podia variar de acordo com a posição social e econômica da vítima e do infrator. Esse código é puramente punitivo, já o direito atual engloba a restituição, prevenção e a punição com o objetivo da ressocialização.
Os assírios chegam com sua força militar. Essa civilização formou o primeiro exército militar organizado permanente, com armas de ferro, cavalos e carros de guerra. Antes quem lutavam eram os camponeses, mas isso dava prejuízo à produção agrícola. Os assírios profissionalizaram o exército. Foi também aqui que se construiu a biblioteca mais importante da mesopotâmia: a biblioteca de Nínive.
Os caldeus aparecem e formam o Segundo Império Babilônico. A importância aqui está em Nabucodonosor, que construiu grandes obras públicas, como por exemplo os grandes palácios cercados pelos jardins suspensos da Babilônia. Os babilônios, sob comando desse imperador, escravizaram os hebreus. Quando os persas invadem a babilônia com o imperador Ciro I, os hebreus são libertados, episódio conhecido pelos hebreus como "o fim do cativeiro da babilônia".
Por fim, temos que a mesopotâmia teve uma religião politeísta, usada para busca de benefícios terrenos; o governante era considerado representante dos deuses, mas não o próprio deus (governo despótico e de fundamento teocrático); a sociedade era dividida entre a elite controladora e a população submetida ao trabalho compulsório; a agricultura foi a principal atividade praticada pela população submetida à servidão coletiva; os mesopotâmicos destacaram-se na literatura, arquitetura e ciência.
Saindo da mesopotâmia vamos para os hebreus e os fenícios, na Palestina, os persas, no atual Irã, e os egípcios.
PALESTINA
Os hebreus se desenvolveram ao sul da Palestina, às margens do Rio Jordão, e são conhecidos historicamente por terem criado a primeira religião monoteísta. Foi um povo que sofreu muito, com escravidão pelos egípcios, quando a fuga ficou conhecida como Êxodo; houve o cisma hebraico, que dividiu os hebreus em dois reinos: o de Israel e o de Judá. A consequência foi a invasão por Nabucodonosor (Caldeus, Segundo Império Babilônico) da Palestina e a escravidão dos hebreus, os quais foram libertos graças aos persas, embora tivessem ficado politicamente submetidos a eles (fim do cativeiro da Babilônia). As invasões da Palestina por macedônios e depois romanos causaram a Diáspora (durou mais de cem anos), espalhando os judeus pelo mundo.
Os fenícios, localizados no norte da Palestina, possuíam uma floresta gigantesca de cedros libaneses, nas quais retiravam a madeira necessária para os barcos, então desenvolveram um comércio marítimo no Mediterrâneo; tiveram como tipo de governo uma talassocracia, em que a elite de comerciantes marítimos comandava; organizaram-se em cidades-estados; fundaram colônias pelo Mediterrâneo (chamadas feitorias), as quais se transformariam mais na frente em cidades, como a grandiosa Cartago (Guerras Púnicas); e desenvolveram o primeiro alfabeto fonético.
PERSAS
Nesse ponto destaca-se o imperador Dário I, desenvolvedor de uma estrutura administrativa interessante, dividindo o império persa em satrápias (províncias), construiu estradas, criou o primeiro sistema postal, dessa forma ele uniu as satrápias por estradas e sistema postal, além disso criou uma moeda única (dárico). Existia a servidão coletiva e o comércio era realizado por povos subjugados como fenícios, hebreus, babilônios. A burocracia era realizada pelos sátrapas e sacerdotes os quais sustentavam o Estado. As Guerra Médicas, entre os povos medos (um dos povos do Império Persa) e gregos marcaram a ascensão da Grécia e a decadência do Império Persa. Mais tarde, os macedônios invadiram o território persa. É importante destacar que aqui surgiu a primeira religião dualista, a força do bem e a força do mal, desenvolvida pelo profeta Zoroastro. Um seguidor de Zoroastro, Mani, levou a religião para a Grécia (politeísta) e mudou de dois deuses para duas forças (bem e mal), teoria que ficou conhecido como maniqueísmo.
EGÍPCIOS
A civilização egípcia floresceu às margens do Rio Nilo e toda a organização político-social estruturou-se em torno dos canais de irrigação e o controle de toda a estrutura econômica, social e administrativa ficava com o Estado despótico que subordinava toda a população e garantia as obras de irrigação. O quadro descrito caracteriza o modelo de produção asiático (também usado na mesopotâmia) de servidão coletiva, em que os indivíduos exploram a terra como membros da comunidades locais e servem ao Estado, o maior proprietário das terras, por meio de tributos e trabalho. Menés unificou os dois reinos do Alto Egito, no sul, e do Baixo Egito, no norte, e se tornou o primeiro faraó, o deus vivo, estabelecendo a teocracia. O primeiro período, o Antigo Império, representou um tempo de estabilidade, mas caiu devido ás suas crises políticas, econômicas e sociais. O Médio Império ficou marcado pelas construções de tempos e tumbas, além do florescimento das artes pictórias e da literatura egípcia. Este Império caiu com a invasão dos hicsos. O Alto Império foi marcado pela escravização dos hebreus e pelas reformas político-religiosas de Amenófis IV que estabeleceu um culto quase monoteísta. Depois, o seu sucessor mudou de novo para a religião politeísta. Depois o Egito foi invadido por diversos povos até ser dominado por último pelos árabes. Desenvolveram a arquitetura e engenharia com a construções dos diques e canais, sua arte representava os deuses, faraós e a nobreza sem perspectiva, e a sua escrita se desenvolveu de três formas: a hieroglífica, a hierática e a demótica.
Na próxima postagem nós abordaremos o outro lado da Antiguidade, a ocidental, conhecida como Antiguidade Clássica.


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